Artigos

A escolha do nome “Família Cristo Rei” deve-se a grande importância que a fa­mília tem para a sociedade.

Frente aos desafios que a família cristã está exposta, devido aos ataques que lhe são feitos pela denominada “cultura da morte”, a paróquia Cristo Rei a cada dia tem buscado catequizar as famílias ao seu redor, mostrando-lhes que uma sociedade só pode ser saudável se a família es­tiver bem. A família é a célula-mãe de uma so­ciedade. Não existe futuro para a humanidade sem a família, sendo ela o centro e o coração da civilização do amor, boa nova para o terceiro mi­lênio. Família, santuário e berço da vida;filhos, primavera da família e da sociedade. São ex­pressões usadas pelo nosso querido e saudoso Beato, Papa João Paulo II, para expressar sua estima pela família e pelos filhos.

Meus irmãos, não é fácil ser família cris­tã nos dias de hoje! A televisão invade nossos lares com imagens de nudismo e histórias que pregam a imoralidade. As drogas estão nas por­tas das escolas de nossos filhos. As meninas são pressionadas pela sociedade a abortar um filho que não estava programado, porque foi fru­to do sexo livre, como se a vida fosse mais um objeto. Mas, é possível! Basta seguirmos os en­sinamentos da Igreja e não nos afastarmos da oração.

A paróquia Cristo Rei tem se empenhado para que o tripé aconselhado pelo papa Bento XVI – Família, trabalho e festa – seja vivido com equilíbrio pelos paroquianos. Bento XVI disse em sua homilia de encerramento do VII Encon­tro Mundial das Famílias, este ano, em Milão: “Queridas famílias, mesmo nos ritmos acelera­dos do nosso tempo, não percais o sentido do dia do Senhor! É como o oásis para saborear a alegria do encontro e saciar a nossa sede de Deus”.

A paróquia Cristo Rei tem promovido en­contros para a família, em um ambiente cristão e digno, onde a família possa reunir-se. Como exemplos temos: a tradicional galinhada, que acontece uma vez por mês, aos domingos, dia do Senhor, feijoadas, café colonial, festas juni­nas e do padroeiro, dentre outras, todas elas precedidas pela Santa Missa.

Para nós, cristãos, o dia de festa é o Do­mingo, dia do Senhor, Páscoa da semana. É o dia da Igreja, as­sembleia convocada pelo Senhor ao redor da mesa da Palavra e do Sacrifício Eucarís­tico, para nos alimen­tarmos d’Ele, vivendo Seu amor incondicio­nal. É o dia do homem e dos seus valores: convivência, amizade, solidariedade, cultura. É o dia da família, em que se há de viver juntos o sentido da festa, do encontro, da partilha, tam­bém com a participação na Santa Missa. Estes momentos são promovidos com o intuito de aju­dar a família a valorizar o dia do Senhor e assim alcançar um equilíbrio entre família, trabalho e festa, conforme o Papa Bento XVI sugere. Tam­bém como é do conhecimento de todos, temos três famílias em missão que nos ajudam na missão de salvar as famílias e teremos quan­tas forem necessárias. Queridos irmãos, irmãs, pais, mães, não tenha­mos medo de fazer a vontade de Deus nesta geração secularizada. Pergunta Jesus Cristo no Evangelho: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”. E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “ Aqui estão minha mãe e meus irmãos: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc. 3, 33-34).

É por todos estes motivos que somos a Família Cristo Rei.

Peço ao Senhor e à sua Mãe Santíssima que preservem a vossa família, como Deus pre­servou a de Nazaré, para que vossos filhos e netos possam conhecer a unidade familiar que nos legou nossos pais.

Pe. Claudemir de Andrade, Pároco