Chamo-me Nathan Nunes Leitão, tenho 26 anos, nasci em São Paulo–Capital, sou o terceiro de seis filhos, sendo que dois não chegaram a nascer. Pertenço à Paróquia Santa Bernadete-SP e faço parte da 9ª comunidade do Caminho Neocatecumenal, nessa paróquia.

Nasci em uma família pobre, mas nunca nos faltou nada. Meus pais se conheceram jovens e começaram a namorar na Igreja, casaram-se já estando dentro das comunidades neocatecumenais. Fui criado como um filho do Caminho Neocatecumenal e sempre os acompanhava.

Quando eu tinha quinze anos de idade, um memorial para o chamado foi a morte do meu padrinho, que era da comunidade dos meus pais; uma pessoa que eu tinha muita consideração e carinho. Perante sua morte, questionei o sentido da vida, para que eu vivia? Ou havia um sentido para mim? Foi aí que houve uma convivência (retiro de um final de semana) em 2008, no que me disponibilizei a fazer um discernimento vocacional, que realmente não estava nos meus planos, porém me sentia chamado. Nisso eu já tinha 16 anos.

O tempo do seminário, posso dizer sem medo de errar, são os anos mais importantes da minha vida, porque o seminário me educou, formou-me e me amou. Primeiramente, entrei no seminário trazendo todos aqueles problemas da minha vida. Deus e os formadores tiveram muita paciência comigo. Achei que no seminário seria tudo diferente, mas uma palavra que escutei nos meus primeiros dias de seminário, chamaram-me a atenção. Nesse tempo o reitor era o Padre “Juanjo” e ele dizia que: “o seminário é um tempo de deserto para conheceres o que tens no seu coração”, isso era verdade. No seminário vi quem realmente sou e como o meu coração precisava mudar em relação a quase tudo. Sempre fui tratado como filho, e um filho aprende que é necessário amadurecer e confiar em Deus. Então, aprendi no seminário a confiar no discernimento dos formadores, aprendi a falar mais sobre mim e ver que minha história é perfeita, e estar ali é a vontade de Deus; aprendi a me empenhar nos estudos para o benefício das pessoas e da evangelização.

Penso que na minha história, todos os fatos e acontecimentos foram extremamente necessários para entrar neste chamado e vocação à santidade; depois para o ministério presbiteral e assim possa ser frutuoso para a Igreja, para a evangelização e para todo o mundo.

Cheguei na Paróquia Cristo Rei em março de 2018 como seminarista, já no final da minha formação para a ordenação diaconol e no dia 11 de outubro de 2018 em cerimônia realizada na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, na Asa Norte, Brasília, DF, com a graça de Deus fui ordenado diácono.

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