Capela Santa Josefina Bakhita

Horários das Missas

  • Domingo às 19h.

Endereço

  • Condomínio Novo Horizonte, Avenida Central, Chácara 143 A Sol Nascente – Ceilândia – DF

A história

Iniciou-se em 2006, no quintal do senhor Olímpio as celebrações da palavra, com a média de 15 pessoas por celebração, que acontecia todos os domingos. Um vez por mês, havia a santa missa, presidida pelo pároco da Paróquia Cristo Rei. Os irmãos reuniam-se em dois lugares diferentes: uma parte na garagem do senhor Olimpio e a outra parte na garagem da senhora Leila. Em 2009 essas duas comunidades unificaram-se na casa do Olimpio para a celebração da palavra e da santa missa, e na casa da Leila ficou a catequese. A partir de 2009, a missa passou a ser celebrada todos os domingos, pelo pároco. Também em 2009, houve o batizado e a primeira comunhão de crianças do bairro, celebradas pelo Pe. Claudemir. Uma das pessoas que participavam dessas missas era Joldeci, pessoa que sempre ajudou nas celebrações, e que, vendo o sofrimento da comunidade e a necessidade de um local fixo e maior foi inspirada por Deus a fazer uma doação de uma parte de seu terreno para q fosse construída uma capela, aceitando a vontade de Deus fez a doação a paróquia Cristo Rei. No início de 2010, o terreno foi limpo e preparado para a celebração com o Arcebispo Metropolitano Dom João Braz de Aviz, quando foi lançada a pedra fundamental. Nesta época, já participavam em média, 40 pessoas das santas missas e novenas. Com uma belíssima homilia, D. João exortou os irmãos a empenharem-se pelo Reino de Deus, dando suas vidas por esta nova comunidade. Lembrou também do empenho de nosso pároco pela criação desta nova comunidade e confiou-lhe esta parcela do povo santo de Deus. Logo após sua homilia, D. João abençoou o terreno e o aspergiu com água benta. Também abençoou, aspergiu e incensou a imagem de Santa Bakhita e a Pedra Fundamental. Logo após, o Pe. Claudemir leu a ata da Missa de Bênção do Terreno e lançamento da Pedra Fundamental a qual foi assinada por D. João, Pe. Claudemir, Pe. Maurílio, o então seminarista Andrés e os leigos Olímpio e Gentio. Para finalizar o rito D. João e o Pe. Claudemir assentaram a Pedra Fundamental com a “argamassa da caridade”. Logo, o pequeno e humilde templo começou a ser construído no início de 2010. Porém, no dia 7 de abril de 2011, fiscais do Governo do Distrito Federal (AGEFIS), numa ação arbitrária, demoliram a pequena capela que ainda estava sendo construída. Toda a comoção popular não foi suficiente para inibir os tratores que ali estavam para derrubar a pequena igreja. Sem nenhum pesar, destruíram todo o templo, inclusive o crucifixo e a mesa do Altar. A capela começou a ser reconstruída logo após a sua demolição com a “argamassa da caridade”. A capela santa bakhita tem sido um ponto de difusão do evangelho de cristo para essas pessoas, muitas vidas foram transformadas neste período, como podemos ver no seguinte relato: Mateus, aos 11 anos começou a fazer catequeses para a primeira Eucaristia, neste período sentiu-se chamado a fazer parte da liturgia, e assim aceitou o seu primeiro chamado a ajudar na evangelização. Neste tempo cresceu espiritualmente e foi aperfeiçoando-se nas leituras e cantos. Aos 12 anos foi batizado e recebeu a primeira eucaristia. Aos 13 anos recebeu o convite para participar das catequeses do caminho Neocatecumenal onde recebeu o chamado ao sacerdócio. Segundo suas próprias palavras: “Minha gestação foi indesejada por minha mãe, onde ela falava que depois que eu nascesse me doaria a outra família. Pois sou o nono filho de 11 irmãos. Após meu nascimento minha mãe já tinha para quem me doar e tudo já estava certo para tal. Quando minha irmã mais velha ficou sabendo, sendo ela já casada, evitou que isso acontecesse me pegando da minha mãe para me criar e até hoje moro com ela. Minha família é muito conturbada, pois minha mãe tem problemas com alcoolismo, tenho um irmão que foi assassinado, antes disso havia sido preso várias vezes. Outro que estava indo para o mesmo caminho das drogas. Participando de uma peregrinação do caminho neocatecumenal, recebi o chamado para o sacerdócio. Hoje vejo que se não fosse a capela Santa Bakhita eu não teria recebido este chamado podendo estar perdido como meus irmãos. Percebo que Deus tem feito uma história de salvação na minha vida, pois tem me livrado de tudo que aconteceu com meus irmãos e tem me usado como instrumento de transmissão do evangelho, já que hoje sou catequista”.No mês de fevereiro de 2013, Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília, esteve presente para celebrar o início do tríduo em honra a Santa Bakhita, por ocasião de sua festa. Mais de 100 irmãos participam das missas aos domingos, além de contar com uma comunidade do Caminho Neo Catecumenal catequizada e que caminha na própria capela (cerca de 40 irmãos) e a capela tem passado por varias reformas, começando primeiro pelo projeto original.

 

A padroeira

Santa irmã morena, como era conhecida, nasceu no Sudão, em 1869. Santa Josefina, como muitos naquele tempo, viveu a dureza da escravidão. Bakhita, que significa “afortunada”, não foi o nome dado a ela pelos pais, mas por uma das pessoas que, certa vez, a comprou.

Por intermédio de um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga deste de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha mais nova deles que estava nascendo.

Em meio aos sofrimentos e a uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Porque essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por Ele.

Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo. Livremente, ela O acolheu e foi crescendo na vida de oração, experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo.

Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de permanecer no local, porque queria ser religiosa. Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região.

Santa Josefina Bakhita, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira e bordadeira, ela serviu a Deus por intermédio dos irmãos. Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia.

Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, com o passar dos anos, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção a Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador. Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2000.

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